Kay Pranis recebeu esse texto de uma participante em uma das capacitações que fez e achou tão profundo que quis compartilhar conosco...
É a nossa vulnerabilidade que nos faz ser amados, que permite que outras pessoas se sintam seguras para abrir seus corações para nós. O que nós buscamos não é aprovação, mas intimidade, aceitação – que vêm por meio da vulnerabilidade, não por meio da perfeição. É o poder da vulnerabilidade. Isso não tem sentido, simplesmente é real. Muitas das coisas que são reais não fazem sentido para a mente. Mas é assim que o mundo funciona. Através da mente é só uma das maneiras de processarmos a vida. E esse é o grande segredo em nossa cultura ocidental: que muitas das coisas que não fazem sentido são as mais reais. As coisas que não podem ser mensuradas são as mais reais, as mais valiosas. Coisas que não podem ser comprovadas podem acabar sendo a fundação, o alicerce de uma vida melhor.
Então, terminamos com um paradoxo – a percepção de que, ao aceitar a nossa vulnerabilidade, nós nos tornamos mais do que jamais sonhamos ser possível. Que não é a nossa perfeição que nos permite a nossa realização. Mesmo quando não conseguimos resolver um problema, podemos ficar maiores do que o problema ... e assim, o problema torna-se uma parte cada vez menor da totalidade que somos.
Rachel Naomi Remen
Traduzido, amorosamente, por Fátima De Bastiani
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