sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Conviver para Incluir


Projeto
Conviver para Incluir:
Assessoria para inclusão da pessoa com deficiência nos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos


1.       Ficha técnica
1.1.     Dados do Proponente
Nome da instituição: Centro Educacional Integrado Padre Santi Capriotti
Endereço Completo: Rua Doutor Quirino, 1856, Centro, Campinas/SP
Nome do Presidente: Leonardo Duart Bastos
Telefone para contato: 19 3233 6560
E-mail institucional: contato@ceicampinas.org.br
               
1.2.    Nome do projeto:
Conviver para Incluir: Assessoria para inclusão da pessoa com deficiência nos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos

1.3.    Equipe técnica responsável pelo projeto.

Nome
Função
Carga horária Semanal
E-mail
A Contratar
Coordenador/Terapeuta Ocupacional ou Fisioterapeuta
30 horas
A definir
A Contratar
Educadora Social
40 horas
A definir
1.4.     Dados Financeiros do Projeto
Fontes financiadoras do projeto:

Valor Total do Projeto:



182.581,23

FEAC:                                                                   

162.581,23

Contrapartida:
20.000,00

1.5.    Duração do Projeto
Considerando a reestruturação do projeto inicial, cuja duração prevista era de três anos e contemplava a realização de uma Cozinha Terapêutica e de uma Sala de Musicalização, o Conviver para Incluir: Assessoria para inclusão da pessoa com deficiência nos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos será executado no prazo restante que compreende o período de um ano e seis meses, de outubro de 2019 a março de 2021.


2.       Contextualização
2.1.     Contexto e Grupo Destinatário
O conceito de deficiência tem assumido, ao longo dos tempos, sentidos diferentes a partir de abordagens múltiplas e diversas: sociais, científicas,filosóficas e culturais, que ora caminham para concepções cada vez menos depreciativas e generalizantes e ora carregam forte teor de preconceito,discriminação e rejeição.
O projeto de uma sociedade inclusiva é complexo porque traz à tona novos valores, modos de ser e de agir, em um processo que é contínuo e que                            não pode esperar para acontecer, pois há vidas e histórias que dependem dele. 
Segundo o Panorama da Pessoa com Deficiência no Município de Campinas 2017 (FEAC), ​a “população total da cidade de Campinas/SP com                     deficiência em seus três níveis de dificuldade (alguma dificuldade, grande dificuldade e não consegue de modo algum) correspondia em 2010 a um total de 305.279 pessoas, equivalente a 28,29% da população total. As pessoas com deficiência visual representavam 181.875 pessoas ou 16,9% da população. Jáas pessoas com deficiência auditiva eram no total 48.356, número que representa 4,5% da população total. As pessoas com deficiência motora chegavam a 63.690 ou 5,9% população total de Campinas/SP. Por fim, a deficiência mental ou intelectual é representada por 11.358 pessoas ou o que equivale a 1,05% do total da população campineira”.
No que diz respeito ao acesso desse público à política pública de assistência social, a pessoa com deficiência é público prioritário, contudo o que                       se observa é uma dificuldade de acesso aos serviços de proteção social básica. A grande maioria das pessoas com deficiência acessa a política de                        assistência somente por meio de serviços complementares associados aos serviços de saúde e de educação.
O presente projeto destina-se a assessorar profissionais que atuam em 17 grupos de Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos de 6 a 14 anos, bem como Centros de Convivência Inclusivos e Intergeracionais, localizados na região Leste de Campinas.
2.2.    Justificativa
Na contemporaneidade das sociedades ocidentais e capitalistas, as atividades direcionadas às pessoas com deficiência ainda são segmentadas e segregadoras,  o que demanda a ruptura com o paradigma que concebe a pessoa com deficiência a partir de uma visão biológica, normalizante e normatizadora, baseada em uma leitura a partir do modelo social,ignorando questões sistêmicas e funcionais, exigindo ações transversais, territoriais, tal como é oferecido pelos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos. O diálogo com os espaços onde acontecem esses serviços, se faz então essencial para potencializara construção de uma inclusão comunitária das pessoas com deficiência, além de efetivar a garantia de direitos e a convivência com a diversidade.
Em julho de 2019, o CEI foi procurado pelos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos da região Leste de Campinas para oferecer informações sobre a inclusão da pessoa com deficiência. Tal demanda resultou em um encontro, realizado no dia 22 de agosto,em que os educadores das entidades puderam expressar as suas dificuldades na construção de metodologias inclusivas esclarecer muitas dúvidas sobre a concepção de pessoa com deficiência e os processos de inclusão. Os encontros demonstraram a necessidade de uma assessoria próxima e sistemática nestas entidades, bem como formação técnica que possa subsidiar reflexões acerca de construção de metodologias inclusivas. (Anexo I - Relato do Encontro com educadores)

3.       Estratégia
3.1.     Objetivo do Projeto
·         Aumentar a inclusão da pessoa com deficiência nos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos da região Leste de Campinas, através da promoção de assessorias, formações e ações que promovam a inclusão da pessoa com deficiência nesses serviços.

3.2.     Objetivos estratégicos
·         Formar educadores sociais para os serviços de convivência e fortalecimento de vínculos habilitados a processos inclusivos respeitando a diversidade e valorizando os potenciais humanos.
·         Assessorar e oferecer supervisão para a construção de metodologias inclusivas respeitando a diversidade humana e criando estratégias para superação das barreiras que impendem a inclusão da pessoa com deficiência nos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos.
·         Promover laboratórios e intervenções experimentais nos espaços dos serviços de convivência parceiros, possibilitando a vivência de atividades inclusivas.
·         Articular com o poder público (Departamento de Operações da Assistência Social e da Coordenadoria da pessoa com Deficiência da Secretaria Municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos) e com conselhos de garantia de direitos a fim de poder inferir sobre as políticas públicas de assistência social de forma positiva quanto à construção de metodologias inclusivas.

3.3.    Metodologia
O trabalho no campo social é construído junto com grupos sociais em fragilização dos vínculos e em processos de ruptura das redes de suporte; pessoas e coletivos que vivem em vulnerabilidade social e com dificuldades em ter seus direitos garantidos e/ou com os direitos violados. Considerando o fazer humano e as atividades cotidianas desenvolvidas pelos sujeitos a partir da perspectiva do campo social, compreende-se que as atividades e ações humanas são elementos organizadores e tecnologias de mediação socioassistenciais (BARROS, 2002). Os fazeres humanos proporcionam a construção  de encontros de partilha e troca de conhecimento e estratégias, bem como a materialização de ações transformadoras.
Sendo assim, a aproximação entre a assessoria, proposta neste projeto, e os serviços de convivência e fortalecimento de vínculo será mediada                       por procedimentos, instrumentais e experiências práticas dos educadores sociais.
Dentre tais procedimentos metodológicos serão considerados quatro principais linhas de trabalho paralelas:
1.       Curso de formação para educadores em uma perspectiva inclusiva, visando descontruir a visão estigmatizante e biocentrada da pessoa com deficiência, ofertando instrumentalização para um olhar biopsicossocial e vivências experimentais de dinâmicas inclusivas.
2.       Assessoria e acompanhamentos institucionaispotencializando aarticulação de recursos no campo social, bem como a dinamização da rede de suporte (LOPEZ et. al., 2014) e supervisão de casos complexos apresentados pelos serviços.
3.       Intervenções in loco para vivências de recursos diversos: artísticos, corporais, audiovisuais, artesanais, narrativos etc.
4.       Articulação junto à gestão municipal e os conselhos de garantia de direitos para que os produtos deste projeto possam incidir positivamente sobre as políticas públicas de assistência social.

Vale destacar que se trata de uma metodologia inclusiva, que considera os sujeitos e suas singularidades, e que será modulada conforme as necessidades dos serviços e das pessoas com deficiência.
3.4.    Assessoria externa
Para a capacitação sobre novas abordagens de trabalho com pessoas com deficiência da equipe do projeto e supervisão será contratada assessoria externa. A assessoria também poderá ser contratada para trabalhar temas que possam surgir pontualmente como desafios para o cumprimento dos objetivos do projeto.
Na formação de educadores poderão ser contratados profissionais com expertise reconhecida quanto a educação social e inclusão da pessoa com deficiência.

3.5.     Indicadores de resultados, relativos ao Objetivo.
               
Indicadores Quantitativos
  1. Melhoria em 50% do conhecimento das equipes sobre questões relativas à inclusão social, mensuradas a partir de testes aplicados antes e depois da formação.
  1. Aumento de 20% de  pessoas com deficiência acessando os serviços de convivência e fortalecimento de vínculos.
  1. Redução em 90% da taxa de evasão dos serviços, especificamente das pessoas com deficiência.
  1. Redução de 50% das faltas às atividades, especificamente das pessoas com deficiência..

Indicadores Qualitativos
  1. Maior efetividade nas ações de fortalecimento de vínculos junto às pessoas com deficiência.
  1. Melhoria das ações desenvolvidas pelos serviços da organização, visando à efetividade das intervenções junto às pessoas com deficiência.
  1. Fortalecimento dos vínculos das pessoas com deficiência e os demais usuários dos serviços onde serão realizadas as intervenções.



3.6.    Metas estabelecidas para atingir o Objetivo

META
TRIMESTRE
OUT/DEZ 2019
JAN/MAR 2020
ABR/JUN 2020
JUL/SET 2020
OUT/DEZ 2020
JAN/MAR 2020
Adesão de entidades ao Projeto.
17





Quantidade de educadores formados para inclusão.

15
30
45
60

Aumento de pessoas com deficiência incluídas nos SCFV. *


10%
20%
30%
30%
Redução da taxa de evasão de PCD nos serviços. **

50%
100%



Organizações beneficiadas através de um Guia de Orientações produzidos a partir da experiência do projeto.





95

* Considerado a quantidade de pessoas com deficiência que foram inseridas nos serviços nos 12 meses anteriores nas organizações participantes.
** Considerado a quantidade de pessoas com deficiência que se desligaram nos serviços nos 12 meses anteriores nas organizações participantes.


3.7.    Cronograma de execução
AÇÃO
META
TRIMESTRE
OUT/DEZ 2019
JAN/MAR 2020
ABR/JUN 2020
JUL/SET 2020
OUT/DEZ 2020
JAN/MAR 2020
Abertura de processo seletivo interno/externo.
Contratar profissionais capacitados.
x





Capacitação da equipe.
Instrumentalização conceitual e vivência da equipe para uma visão psicossocial da pessoa com deficiência.
x
x
x
x

Avaliação institucional e diagnóstico.
Avaliação do conhecimento das equipes quanto às questões relativas à inclusão da pessoa com deficiência.
x





Formação dos profissionais.
Formar educadores sociais para uma abordagem inclusiva.

x
x
x
x

Atividades culturais, artísticas e dinâmicas nos serviços.
Criação de ações com a participação dos profissionais dos espaços onde acontecem os SCFVs.

x
x
x
x
Mapeamento das barreiras encontradas pelas pessoas com deficiências atendidas pelos SCFVs.
Produção de relatórios e artigos sobre as experiências de inclusão social.
x
x




Construção de indicadores de gestão quanto aos processos de inclusão.
Melhoria dos resultados das ações realizadas pela organização observadas via painel de monitoramento.
x
x




Grupo de estudo para aprofundar conhecimentos, sistematizar e relatar as experiências observadas.
Melhoria da cultura organizacional observada em relatório da avaliação de cultura organizacional.
x
x
x


x
x
Constituição de grupo de trabalho em cada um dos serviços para reformulação das atividades desenvolvidas nos respectivos serviços.
Melhoria do conhecimento da equipe quanto às questões relativas à inclusão da pessoa com deficiência.

x




Assessoria e supervisão de casos e de articulações territoriais visando potencializar os processos de inclusão da pessoa com deficiência.
Potencialização das experiências das organizações sociais.
x
x
x
x
x
x
Edição de um guia com relatos das experiências positivas de inclusão vivenciadas nos SCFVs.
Divulgar e oferecer referencial para os SCFV para a inclusão da pessoa com deficiência.





x

4. Consolidação dos Custos

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.