Projeto
Conviver para Incluir:
Assessoria para
inclusão da pessoa com deficiência nos Serviços de Convivência e Fortalecimento
de Vínculos
1. Ficha técnica
1.1. Dados do Proponente
Nome da instituição: Centro Educacional Integrado Padre
Santi Capriotti
Endereço Completo: Rua Doutor Quirino, 1856, Centro,
Campinas/SP
Nome do Presidente: Leonardo Duart Bastos
Telefone para contato: 19 3233 6560
E-mail institucional: contato@ceicampinas.org.br
1.2. Nome do projeto:
Conviver
para Incluir: Assessoria para inclusão da pessoa com deficiência nos Serviços
de Convivência e Fortalecimento de Vínculos
1.3. Equipe técnica responsável pelo
projeto.
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Nome
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Função
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Carga horária Semanal
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E-mail
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A Contratar
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Coordenador/Terapeuta Ocupacional ou
Fisioterapeuta
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30 horas
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A definir
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A Contratar
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Educadora Social
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40 horas
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A definir
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1.4.
Dados Financeiros do Projeto
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Fontes
financiadoras do projeto:
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Valor Total do Projeto:
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182.581,23
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FEAC:
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162.581,23
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Contrapartida:
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20.000,00
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1.5.
Duração
do Projeto
Considerando a reestruturação do projeto
inicial, cuja duração prevista era de três anos e contemplava a realização de
uma Cozinha Terapêutica e de uma Sala de Musicalização, o Conviver para Incluir: Assessoria para
inclusão da pessoa com deficiência nos Serviços de Convivência e Fortalecimento
de Vínculos será executado no prazo
restante que compreende o período de um ano e seis meses, de outubro de 2019 a
março de 2021.
2. Contextualização
2.1. Contexto e Grupo Destinatário
O conceito de deficiência tem assumido, ao longo dos
tempos, sentidos diferentes a partir de abordagens múltiplas e diversas:
sociais, científicas,filosóficas e culturais, que ora caminham para concepções
cada vez menos depreciativas e generalizantes e ora carregam forte teor de
preconceito,discriminação e rejeição.
O projeto de uma sociedade inclusiva é complexo porque
traz à tona novos valores, modos de ser e de agir, em um processo que é contínuo
e que não pode
esperar para acontecer, pois há vidas e histórias que dependem dele.
Segundo o Panorama da Pessoa com Deficiência no Município
de Campinas 2017 (FEAC), a “população total da cidade de Campinas/SP com deficiência em seus três
níveis de dificuldade (alguma dificuldade, grande dificuldade e não consegue de
modo algum) correspondia em 2010 a um total de 305.279 pessoas, equivalente a
28,29% da população total. As pessoas com deficiência visual representavam
181.875 pessoas ou 16,9% da população. Jáas
pessoas com deficiência auditiva eram no total 48.356, número que representa
4,5% da população total. As pessoas com deficiência motora chegavam a 63.690 ou
5,9% população total de Campinas/SP. Por fim, a deficiência mental ou
intelectual é representada por 11.358 pessoas ou o que equivale a 1,05% do
total da população campineira”.
No que diz respeito ao acesso desse público à política
pública de assistência social, a pessoa com deficiência é público prioritário,
contudo o que se
observa é uma dificuldade de acesso aos serviços de proteção social básica. A
grande maioria das pessoas com deficiência acessa a política de assistência somente por
meio de serviços complementares associados aos serviços de saúde e de educação.
O presente projeto destina-se a assessorar profissionais
que atuam em 17 grupos de Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos
de 6 a 14 anos, bem como Centros de Convivência Inclusivos e Intergeracionais,
localizados na região Leste de Campinas.
2.2.
Justificativa
Na contemporaneidade das sociedades ocidentais e capitalistas, as
atividades direcionadas às pessoas com deficiência ainda são segmentadas e
segregadoras, o que demanda a ruptura com
o paradigma que concebe a pessoa com deficiência a partir de uma visão
biológica, normalizante e normatizadora, baseada em uma leitura a partir do
modelo social,ignorando questões sistêmicas e funcionais, exigindo ações
transversais, territoriais, tal como é oferecido pelos serviços de convivência
e fortalecimento de vínculos. O diálogo com os espaços onde acontecem esses
serviços, se faz então essencial para potencializara construção de uma inclusão
comunitária das pessoas com deficiência, além de efetivar a garantia de
direitos e a convivência com a diversidade.
Em julho de 2019, o CEI foi procurado pelos serviços de convivência e
fortalecimento de vínculos da região Leste de Campinas para oferecer
informações sobre a inclusão da pessoa com deficiência. Tal demanda resultou em
um encontro, realizado no dia 22 de agosto,em que os educadores das entidades
puderam expressar as suas dificuldades na construção de metodologias inclusivas
esclarecer muitas dúvidas sobre a concepção de pessoa com deficiência e os
processos de inclusão. Os encontros demonstraram a necessidade de uma
assessoria próxima e sistemática nestas entidades, bem
como formação técnica que possa subsidiar reflexões acerca de construção de
metodologias inclusivas. (Anexo I - Relato do Encontro com educadores)
3. Estratégia
3.1.
Objetivo do Projeto
·
Aumentar a inclusão da pessoa com deficiência nos serviços
de convivência e fortalecimento de vínculos da região Leste de Campinas, através
da promoção de assessorias, formações e ações que promovam a inclusão da pessoa
com deficiência nesses serviços.
3.2. Objetivos estratégicos
·
Formar
educadores sociais para os serviços de convivência e fortalecimento de vínculos
habilitados a processos inclusivos respeitando a diversidade e valorizando os
potenciais humanos.
·
Assessorar
e oferecer supervisão para a construção de metodologias inclusivas respeitando
a diversidade humana e criando estratégias para superação das barreiras que
impendem a inclusão da pessoa com deficiência nos serviços de convivência e
fortalecimento de vínculos.
·
Promover
laboratórios e intervenções experimentais nos espaços dos serviços de
convivência parceiros, possibilitando a vivência de atividades inclusivas.
·
Articular
com o poder público (Departamento de Operações da Assistência Social e da
Coordenadoria da pessoa com Deficiência da Secretaria Municipal de Assistência
Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos) e com conselhos de garantia
de direitos a fim de poder inferir sobre as políticas públicas de assistência
social de forma positiva quanto à construção de metodologias inclusivas.
3.3. Metodologia
O trabalho no campo social é construído junto com grupos sociais em
fragilização dos vínculos e em processos de ruptura das redes de suporte; pessoas
e coletivos que vivem em vulnerabilidade social e com dificuldades em ter seus
direitos garantidos e/ou com os direitos violados. Considerando o fazer humano
e as atividades cotidianas desenvolvidas pelos sujeitos a partir da perspectiva
do campo social, compreende-se que as atividades e ações humanas são elementos
organizadores e tecnologias de mediação socioassistenciais (BARROS, 2002). Os
fazeres humanos proporcionam a construção de encontros de partilha e troca de
conhecimento e estratégias, bem como a materialização de ações transformadoras.
Sendo assim, a aproximação entre a assessoria, proposta neste projeto,
e os serviços de convivência e fortalecimento de vínculo será mediada por procedimentos,
instrumentais e experiências práticas dos educadores sociais.
Dentre tais procedimentos metodológicos serão considerados quatro
principais linhas de trabalho paralelas:
1.
Curso de formação para educadores em uma perspectiva inclusiva,
visando descontruir a visão estigmatizante e biocentrada da pessoa com
deficiência, ofertando instrumentalização para um olhar biopsicossocial e vivências
experimentais de dinâmicas inclusivas.
2.
Assessoria e acompanhamentos institucionaispotencializando
aarticulação de recursos no campo social, bem como a dinamização da rede de
suporte (LOPEZ et. al., 2014) e supervisão de casos complexos apresentados
pelos serviços.
3.
Intervenções in loco para
vivências de recursos diversos: artísticos, corporais, audiovisuais,
artesanais, narrativos etc.
4.
Articulação junto à gestão municipal e os conselhos de garantia de
direitos para que os produtos deste projeto possam incidir positivamente sobre
as políticas públicas de assistência social.
Vale destacar que se trata de uma metodologia inclusiva, que considera
os sujeitos e suas singularidades, e que será modulada conforme as necessidades
dos serviços e das pessoas com deficiência.
3.4. Assessoria externa
Para a
capacitação sobre novas abordagens de trabalho com pessoas com deficiência da
equipe do projeto e supervisão será contratada assessoria externa. A assessoria
também poderá ser contratada para trabalhar temas que possam surgir
pontualmente como desafios para o cumprimento dos objetivos do projeto.
Na formação de
educadores poderão ser contratados profissionais com expertise reconhecida
quanto a educação social e inclusão da pessoa com deficiência.
3.5.
Indicadores de resultados, relativos ao
Objetivo.
|
Indicadores Quantitativos
|
|
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|
|
|
Indicadores Qualitativos
|
|
|
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3.6. Metas estabelecidas para atingir o Objetivo
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META
|
TRIMESTRE
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OUT/DEZ
2019
|
JAN/MAR
2020
|
ABR/JUN
2020
|
JUL/SET
2020
|
OUT/DEZ
2020
|
JAN/MAR
2020
|
|
|
Adesão
de entidades ao Projeto.
|
17
|
|
|
|
|
|
|
Quantidade
de educadores formados para inclusão.
|
|
15
|
30
|
45
|
60
|
|
|
Aumento
de pessoas com deficiência incluídas nos SCFV. *
|
|
|
10%
|
20%
|
30%
|
30%
|
|
Redução
da taxa de evasão de PCD nos serviços. **
|
|
50%
|
100%
|
|
|
|
|
Organizações
beneficiadas através de um Guia de Orientações produzidos a partir da
experiência do projeto.
|
|
|
|
|
|
95
|
* Considerado a quantidade de pessoas com
deficiência que foram inseridas nos serviços nos 12 meses anteriores nas
organizações participantes.
** Considerado a quantidade de pessoas com
deficiência que se desligaram nos serviços nos 12 meses anteriores nas
organizações participantes.
3.7.
Cronograma
de execução
|
AÇÃO
|
META
|
TRIMESTRE
|
|||||
|
OUT/DEZ
2019
|
JAN/MAR
2020
|
ABR/JUN
2020
|
JUL/SET
2020
|
OUT/DEZ
2020
|
JAN/MAR
2020
|
||
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Abertura
de processo seletivo interno/externo.
|
Contratar
profissionais capacitados.
|
x
|
|
|
|
|
|
|
Capacitação
da equipe.
|
Instrumentalização
conceitual e vivência da equipe para uma visão psicossocial da pessoa com
deficiência.
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
|
|
Avaliação
institucional e diagnóstico.
|
Avaliação
do conhecimento das equipes quanto às questões relativas à inclusão da pessoa
com deficiência.
|
x
|
|
|
|
|
|
|
Formação
dos profissionais.
|
Formar
educadores sociais para uma abordagem inclusiva.
|
x
|
x
|
x
|
x
|
|
|
|
Atividades
culturais, artísticas e dinâmicas nos serviços.
|
Criação
de ações com a participação dos profissionais dos espaços onde acontecem os
SCFVs.
|
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
|
Mapeamento
das barreiras encontradas pelas pessoas com deficiências atendidas pelos SCFVs.
|
Produção
de relatórios e artigos sobre as experiências de inclusão social.
|
x
|
x
|
|
|
|
|
|
Construção
de indicadores de gestão quanto aos processos de inclusão.
|
Melhoria
dos resultados das ações realizadas pela organização observadas via painel de
monitoramento.
|
x
|
x
|
|
|
|
|
|
Grupo
de estudo para aprofundar conhecimentos, sistematizar e relatar as
experiências observadas.
|
Melhoria
da cultura organizacional observada em relatório da avaliação de cultura organizacional.
|
x
|
x
|
x
|
x
|
|
|
|
x
|
x
|
||||||
|
Constituição
de grupo de trabalho em cada um dos serviços para reformulação das atividades
desenvolvidas nos respectivos serviços.
|
Melhoria
do conhecimento da equipe quanto às questões relativas à inclusão da pessoa com
deficiência.
|
|
x
|
|
|
|
|
|
Assessoria
e supervisão de casos e de articulações territoriais visando potencializar os
processos de inclusão da pessoa com deficiência.
|
Potencialização
das experiências das organizações sociais.
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
|
Edição
de um guia com relatos das experiências positivas de inclusão vivenciadas nos
SCFVs.
|
Divulgar
e oferecer referencial para os SCFV para a inclusão da pessoa com deficiência.
|
|
|
|
|
|
x
|
4. Consolidação dos Custos
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